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Renda Variável - O que é e como começar a investir

O que é Renda Variável

Se você está lendo esse post, presumo que já conheça e saiba o conceito de Renda Fixa, certo? Se você ainda não domina os principais conceitos de Renda Fixa, pode ficar tranquilo. Leia esse post aqui que você vai virar o mago 🧙‍ da Renda Fixa em 8 minutos.

Agora que você já está manjando tudo sobre Renda Fixa, vamos partir para o próximo passo: Renda Variável

Conceito de Renda Variável

Se enquadram como Renda Variável todos investimentos que têm rentabilidade desconhecida no momento de compra. Ou seja, o oposto da Renda Fixa.

Qualquer investimento com rentabilidade imprevisível, é considerado Renda Variável

Por mais que um investidor estude, crie mil hipóteses, LARANJA é impossível prever exatamente quanto uma aplicação de renda variável vai render.

É considerado Renda Variável todo investimento com rentabilidade desconhecida previamente

Principais características Renda Variável

1. Rentabilidade indefinida

Como acabamos de te mostrar, a característica que define se um investimento é considerado Renda Variável é o desconhecimento da rentabilidade futura do ativo em questão.

Pode ficar tranquilo que já já vamos te explicar.

2. Possibilidade de altos retornos

rentabilidade-renda-variavel Vamos analisar duas pessoas: Mário e Luigi. No início de 2015, Mário decidiu investir na Magazine Luiza (MGLU3). Já Luigi não gostava de renda variável, então decidiu colocar seu dinheiro em um CDB de 100% do CDI. Os dois aportaram R$10.000.

No dia 08/10/2018, Luigi tinha R$14.753, com uma rentabilidade acumulada de 148%.
Mário transformou seus R$10.000 em R$199.383. Isso mesmo. Ele teve uma rentabilidade de 1994% no período. Esse é o potencial de retornos da renda variável.rv_mglu3xcdi

3. Alto risco

Imagine que você está fazendo uma trilha e, no meio do caminho, deu de cara com um rio profundo. Você precisa atravessar para o outro lado e mergulhar não é uma alternativa. Você tem duas opções:

  1. A 10 metros de onde você está tem um pedaço de tronco que cobre a largura do rio. A primeira opção é tentar usá-lo como uma ponte para chegar do outro lado.
  2. Já a segunda opção, é andar mais 3km e dar a volta por terra firme.

A primeira opção é semelhante à Renda Variável. Pode ser muito mais rápido usar o tronco, mas ao mesmo tempo pode ser uma escolha mais arriscada. Assim como um ativo de Renda Variável pode te trazer uma rentabilidade muito superior à um ativo de Renda Fixa.

Já a segunda opção se assemelha mais à Renda Fixa. O caminho por terra pode ser mais seguro e você, provavelmente, chegará ao outro lado do rio sem muitos problemas. Porém, vai te demandar mais tempo.

Ao investir em Renda Variável você tem chances de registrar rentabilidades que não conseguiria apenas na Renda Fixa. Mas lembre-se que para você não ficar excessivamente exposto à investimentos de risco, é recomendável que você . Por tanto, diversifique suas aplicações.

🧐 Quer saber mais sobre balanceamento de carteira? Conheça as 3 principais estratégias para ter uma carteira balanceada aqui.

Existem alguns ativos que podem ser menos arriscados dentro da Renda Variável, e nós vamos te mostrar ainda nesse post.

4. Exige mais tempo e atenção

Por ser um mercado volátil, é preciso estar sempre atento às suas oscilações. Geralmente aplicações em Renda Variável não são como em Renda Fixa, que você pode comprar um ativo e ficar tranquilo por já saber qual será a rentabilidade no dia seguinte.

Na Renda Variável é interessante que você fique atento para aproveitar as melhores oportunidades do mercado.

Diferença entre Renda Variável e Renda Fixa

Renda Variável Renda Fixa
Possibilidade de altos ganhos Ganhos menos agressivos
Rentabilidade desconhecida Rentabilidade conhecida
Risco maior Risco menor
Exige maior manutenção Geralmente exige menos manutenção

Exemplos de investimento em Renda Variável

Não, não são apenas ações que se enquadram como Renda Variável. Existem alguns ativos que entram nessa categoria de investimento e nós vamos te mostrar aqui alguns dos mais conhecidos:

"Fundo de Renda Fixa é Renda Variável, como assim?"fundo-de-renda-fixa---renda-variavelPois é. Vou te explicar...

Fundo é Renda Variável?

Sim! Todo Fundo de Investimento é considerado Renda Variável, inclusive os Fundos de Renda Fixa.

Lembra qual a principal característica de investimentos de Renda Variável? Rentabilidade indefinida.

Quando você investe em qualquer Fundo, você não tem qualquer previsão de como será sua rentabilidade. Por isso, qualquer classe de Fundo é considerada Renda Variável.

Formas de remuneração na Renda Variável

A forma que você vai ganhar dinheiro na renda variável vai depender do tipo de aplicação que você fez. Vamos listar aqui algumas das mais comuns formas de remuneração na renda variável:

Rentabilidade

Rentabilidade nada mais é que a variação entre o preço de compra e preço de venda. Quando você compra uma ação à R$100,00 o lote, e vende à R$150,00, sua rentabilidade foi de +50% e o seu lucro foi de R$50,00.

Proventos

Proventos são, basicamente distribuições de parte do lucro das empresas aos seus acionistas e investidores. Proventos são, comumente, distribuídos de duas formas:

1 - Dividendos

Quando você tem uma ação de uma empresa, por exemplo, você se torna sócio dela, dono de uma fração daquela companhia. Como dono, nada mais justo que receber parte dos lucros da empresa, não é mesmo?

É exatamente isso que são dividendos. Eles representam parte do lucro de uma empresa que será distribuído aos acionistas.

2. JSCP (Juros Sobre Capital Próprio)

Assim como dividendos, JSCP ou apenas JCP é uma forma de distribuição de lucros de uma empresa aos seus acionistas.

A diferença é que para a empresa JSCP é considerado como despesa contabilmente. Ele é considerado antes do lucro líquido, diminuindo o mesmo e, consequentemente, o imposto de renda (calculado sobre o resultado) da empresa em questão.

Impostos na Renda Variável

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Não existe uma regra de tributação que se aplique à toda e qualquer aplicação de Renda Variável. Assim como a rentabilidade, a tributação vai variar de acordo com cada tipo de ativo:

Ações

Existem duas formas de tributações dentro do mercado de ações:

Não Day Trade

Ações que não são negociadas no day trade, têm alíquota de 15% sobre o rendimento. Aplicável quando houver lucro e o valor total de vendas for superior a R$20 mil por mês. Caso não atinja esse valor, o investidor está isento do IR.

A responsabilidade do recolhimento é do próprio investidor através do DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais). Sob condição de multa caso o mesmo não venha a declarar no prazo delimitado.

Day Trade

Aplicações day trade são aquelas onde a compra e venda dos mesmos ativos acontecem no mesmo dia.

Diferente do critério anterior, em aplicações day trade, não há isenção do IR. Qualquer lucro deverá ser declarado com uma alíquota de 20%.

Com responsabilidade, também, do investidor.

ETFs

Diferente das ações, as cotas de ETFs não são isentas de imposto de renda de acordo com o tamanho da venda. Qualquer lucro que o investidor tiver em operações não day trade, terá uma alíquota de 15% sobre os ganhos. Enquanto em operações day trade, a taxa é de 20%.

Fundos de Investimento

Como fundos podem investir em diferentes classes de ativos, existem diferentes formas de tributação que são divididas em três grandes grupos:

Fundo de curto prazo

São fundos cujo prazo médio de vencimento dos títulos que compõem a carteira é menor que um ano.

Fundo de longo prazo

São os fundos cujo prazo médio de vencimento dos títulos é maior do que um ano. Nessa aplicação, são praticadas 4 alíquotas seguindo a tabela a seguir.

Fundo de ações

Como as empresas já pagam impostos, os fundos de ações têm uma alíquota menor do que os demais fundos, como pode ser visto na tabela a seguir.

As alíquotas para cada um desses grupos seguem a seguinte tabela:

TEMPO APLICADO Fundo de Curto Prazo Fundo de Longo Prazo Fundo de Ações
Menos de 30 dias Imposto de 22,5% + IOF Imposto de 22,5% + IOF Imposto de 15% + IOF
De 30 dias a 6 meses Imposto de 22,5% Imposto de 22,5% Imposto de 15%
De 6 meses a 1 ano Imposto de 20% Imposto de 20% Imposto de 15%
De 1 a dois anos Imposto de 20% Imposto de 17,5% Imposto de 15%
Mais de 2 anos Imposto de 20% Imposto de 15% Imposto de 15%

Para complicar um pouquinho mais, existem duas formas desse imposto ser cobrado: através do famoso "come-cotas" ou no momento do resgate.

Se quiser saber mais sobre a tributação de fundos de investimento, clique aqui que explicamos de forma bem detalhada.

Fundos imobiliários (FIIs)

Assim como ETFs, não existe isenção de tributação em operações de FIIs com lucro. A alíquota é de 20% e de responsabilidade do próprio investidor via DARF.

Renda Variável é mesmo um investimento arriscado?

Existem diferentes níveis de risco dentro da Renda Variável. Alguns ativos podem ser mais ou menos arriscados. Geralmente títulos de Renda Fixa tendem ser mais seguros, porém não é uma regra.

Pense que você tem 1 milhão de reais investidos em um CDB (Renda Fixa) de um banco pequeno e 1 milhão de reais investidos em um Fundo de Renda Fixa (Renda Variável). O investimento no CDB está muito mais exposto à riscos.

Por mais que você saiba a rentabilidade que ele, supostamente, terá, existe a possibilidade de o banco emissor decretar falência e você perder quase todo seu dinheiro investido. Recuperando no máximo os R$250 mil assegurados pelo FGC. Somando uma perda de R$750 mil.

Enquanto as chances de você perder esse mesmo valor em uma aplicação em um Fundo de Renda Fixa é consideravelmente menor, porque o fundo tem uma carteira diversificada. A chance de todos os ativos quebrarem é bem menor.

Por isso, uma boa prática é compor sua carteira de investimentos com parte do seu capital aplicado em Renda Fixa e outra parte em Renda Variável. Assim você mantém sua carteira balanceada e protegida. Nós ensinamos as principais estratégias de balanceamento de carteira nesse post aqui.

Por que investir em Renda Variável?

Investir em Renda Variável pode aumentar consideravelmente a rentabilidade da sua carteira. Mas, como acabamos de mostrar, é preciso saber onde e quanto dinheiro você está aplicando.

Uma carteira composta exclusivamente por Renda Variável pode ter uma rentabilidade incrível. Mas ao mesmo tempo pode ter grandes perdas. Equilíbrio é sempre uma boa saída.

Quando você distribui seu patrimônio, de forma balanceada, entre Renda Variável e Renda Fixa você mantém sua carteira protegida e com possibilidade de aumentar sua rentabilidade.

#PraPreguiçosoLer

1. O que é Renda Variável?

Renda Variável é uma categoria de investimento que tem como principal característica o desconhecimento prévio da sua rentabilidade. Ou seja, o oposto da Renda Fixa

2. É arriscado investir em Renda Variável?

Por não sabermos a rentabilidade exata antes de investir, investimentos de Renda Variável podem ser considerados mais arriscados.

3. Impostos na Renda Variável

A tributação na Renda Variável depende de acordo com o ativo em questão. Nós explicamos quais são as alíquotas de cada investimento aqui nesse post, deixa de preguiça e corre lá 😉

4. Diferença entre Renda Variável e Ações

Ações são um tipo de investimento classificados como Renda Variável. Existem outras aplicações, além de ações que se enquadram como Renda Variável (ETF, FII, Fundos de Investimento, entre outros)

5. Vale a pena investir em Renda Variável?

Sim! É uma ótima forma de buscar maximizar o rendimento da sua carteira. Porém lembre-se de manter sua carteira balanceada.

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Renda Variável - O que é e como começar a investir
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